sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Ilusão

Minha dor, ódio, raiva,
Consumindo de meu ser,
Por alguém que não reconhece o amor,
A solidão me acompanha.
Dos erros que não cometi,
E minha entrega esquecida.
Hoje rastejo pelo que não fiz,
Não obtenho perdão,
Pois perdi a crença,
Perdi a fé,
A esperança.
Dor sem fim,
Quebrar, destruir, e não mais reconstruir,
O mundo desaba,
E o fim parece inacreditável.
As lágrimas do meu rosto,
É a manifestação do que ninguém pode ver,
Desses sentimentos de um fim inesperado.
Quem dera a dor passasse,
Ou esse momento fosse um pesadelo.
Mas os fatos não mentem,
Meus olhos vermelhos,
Meu rosto inchado,
E nada pode ser esquecido,
Nem mesmo num sono,
Nem mesmo entorpecido,
Esqueço da perda inigualável,
Insuportável,
Destruidora,
Do que um dia foi um sonho,
Um soneto,
Um canto de um pássaro,
Um belo amanhecer de primavera,
Com seu perfume de rosas.
Mas tudo me consome,
Como num abandono total,
Entrego a vida,
Não desejo a vida,
Assim torturante,
Assim que maltrata.
Adormecer e não pensar em nada,
Desistir dos sonhos sem mais sonhar,
Desejar o proibido,
Entregar-se à loucura,
Ao que não entendem os normais,
Mas nada há de sábio,
Nem sequer de belo,
Pois a loucura que me resta,
É de um amor perdido,
Que enlouquece,
Que nada mais sobra de uma vida,
Nada mais que ilusão.

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